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01/11/2013 00:00:39
   
UPPs terão fundo de participações
De olho na demanda de empresas e pessoas físicas por oportunidades de atuação em comunidades cariocas, a presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), Eduarda La Rocque, planeja lançar no primeiro semestre de 2014 um Fundo de Investimento em Participações das UPPs - o FIP UPP.
Valor Econômico - Renata Batista
valor.com.br


De olho na demanda de empresas e pessoas físicas por oportunidades de atuação em comunidades cariocas, a presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), Eduarda La Rocque, planeja lançar no primeiro semestre de 2014 um Fundo de Investimento em Participações das UPPs - o FIP UPP. O objetivo é organizar uma carteira de investimentos sociais em comunidades pacificadas e não pacificadas do Rio e oferecer as cotas do fundo a investidores brasileiros e estrangeiros.

De acordo com La Rocque, que coordena o programa UPP Social, existe uma grande demanda por esses investimentos, tanto de pessoas físicas, que ela chama de INGs (Indivíduos não Governamentais), quanto de empresas. O UPP Social é uma derivação do programa de Unidades de Polícias Pacificadoras da área de segurança pública para a prestação de serviços às comunidades pacificadas.

"Desde que vim para o IPP recebo diariamente ligações de pessoas e empresas que querem investir no Rio e ajudar no processo de inserção dessas comunidades no contexto da cidade. Minha primeira preocupação foi reunir informações, porque essa é a base para a tomada de decisões. Agora, estamos começando a articular os projetos estruturantes", afirma.

Muitos desses interessados que ligam para Eduarda são cariocas, bem nascidos ou bem sucedidos, que começam a assimilar a cultura da filantropia e têm interesse em apoiar a recuperação da cidade. Há, porém, movimentos nas empresas, inclusive algumas que tomam recursos emprestados no BNDES e, como contrapartida, para terem acesso a taxas de juros mais baixas, precisam oferecer contrapartidas socioambientais.

"Recentemente, desenvolvemos dois projetos com a Light e o Instituto TIM. Articulamos a necessidade deles de desenvolver projetos sociais com boa governança nas comunidades com algumas demandas estruturantes que tínhamos", afirma.

A Light acabou apoiando um projeto de iluminação em áreas esportivas em 19 comunidades. Já o Instituto TIM está financiando uma pesquisa com jovens de 15 a 24 anos em dez comunidades. A pesquisa terá cinco blocos: domicílio, família, renda e trabalho, educação e uso do tempo.

"O bloco mais importante é sobre uso do tempo. O Censo do IBGE responde muito bem as outras coisas, mas não isso. Queremos entender o que fazem e o que motiva esses jovens que nem estudam, nem trabalham, nem procuram emprego, a chamada geração nem-nem-nem", explica, afirmando que as informações serão repassadas para o Sistema S (Sesi, Senai e Senac) para que possam desenvolver ações que atraiam também esse grupo. "Novamente, queremos fazer a ponte entre a oferta e a demanda", diz.

Depois de organizar duas edições do Rio Investors Day para alinhar as informações sobre a cidade para empresas, analistas e investidores, Eduarda promoveu o primeiro Rio Social Investors Day. "Agora, o foco é mostrar o momento social do Rio, mostrar que a plataforma UPP Social pode ser articuladora de projetos nas comunidades", afirma.


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