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06/04/2014 00:15:27
   
Pesquisa: 89% dos jovens de comunidades pacificadas do Rio estão conectados à internet
Entre as favelas, o Vidigal, na zona sul, apresentou a maior proporção de internautas
R7
r7.com


Os jovens das comunidades do Rio estão cada vez mais conectados ao mundo virtual. Pesquisa do IPP (Instituto Pereira Passos), órgão vinculado à Prefeitura do Rio de Janeiro, aponta que 89% dos jovens de comunidades pacificadas acessam a internet. Para o estudo, foram entrevistados cerca de 6.000 jovens moradores de comunidades pacificadas, com idades entre 14 e 24 anos.

Entre as favelas que participaram da pesquisa, o Vidigal, na zona sul, apresentou a maior proporção de internautas: 94,4%. Já no morro da Formiga, zona norte, 83% dos jovens utilizam a internet. O estudo mostra que 68% acessam a rede de casa, enquanto 21,5% usa a internet pelo celular.

Beatriz Azevedo, de 21 anos, estudante de jornalismo e moradora da favela do Vidigal, afirma passar boa parte do dia conectada, seja em casa ou no trabalho.

— Fico conectada, em média, seis horas por dia. No trabalho, são quatro [horas] e, quando chego em casa, mais duas. Além das redes sociais, costumo verificar e-mails e acessar sites de notícias. Uso bastante o telefone para entrar na internet.

Políticas públicas de inclusão digital influenciam o crescimento do número de internautas nas comunidades cariocas. Criado em 2012, o programa Rio Estado Digital, da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado, tenta garantir o acesso gratuito em 16 áreas — comunidades pacificadas, orla de Copacabana, Ipanema e Leme e parte da Baixada Fluminense.

A pesquisa também foi realizada nas comunidades do Pavão-Pavãozinho, Tabajaras, Prazeres, São Carlos, Providência, Borel e Nova Divinéia, todas com UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora).

E-mail e Facebook

Ainda de acordo com o levantamento, entre moradores de comunidades que possuem acesso à rede, 86,3% têm conta no Facebook. Já o acesso a contas de e-mail não é unanimidade — 51,5% dos jovens pesquisados afirmam ter endereço eletrônico.

Para Suellen Longobuco, de 23 anos, moradora do morro dos Tabajaras, em Copacabana, zona sul, é impossível entrar na internet sem olhar as redes sociais.

— Tenho Facebook e é o que eu mais vejo na internet. É número 1. Já até arrumei um namorado através dela. Conheci o meu primeiro namorado pelo MSN. Tínhamos amigos em comum que nos apresentaram depois. Mas o primeiro contato foi pela internet.


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