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Uma denúncia de pedofilia envolvendo um alto funcionário do Flamengo, cujo nome não foi divulgado, está sendo investigada pela polícia. A principal testemunha prestou depoimento a Luiz Henrique Marques, delegado titular da Delegacia de Crianças e Adolescentes Vítimas (DCAV), que intimou um dos diretores do clube, supostamente ligado à vítima – um garoto de 10 anos –, a prestar esclarecimentos sobre a denúncia.
Localizada pelo jornal carioca Extra, a testemunha, cujo nome está sendo mantido em sigilo, afirmou ter visto o funcionário em um restaurante próximo à Gávea, oferecendo R$ 100 a um menino de cerca de 10 anos. Em seguida, o suposto pedófilo teria acariciado o pênis da criança, que freqüenta o clube diariamente por integrar uma ONG que tem parceria com o Flamengo.
“O ‘X’ é uma pessoa muito influente no clube. Todo mundo sabe, não é de hoje, que ele é pedófilo, só que ninguém nunca teve coragem de denunciar. Para algumas crianças, ele dá dinheiro; para outros, oferece vaga nas escolinhas de futebol e até ingressos para jogos ou permissão para entrar em campo com o time. Eu já falei com todas as pessoas no clube, no dia que vi a cena. Fui à Justiça e confirmo a história a hora que for, na frente de quem for”, disse a testemunha, indignada.
Responsável por ter encaminhado o denunciante à Justiça, a vereadora Liliam Sá de Paula (PR), presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da Câmara, não quis fazer nenhum pré-julgamento do acusado, mas mostrou-se indignada com a denúncia, feita por uma pessoa de suas relações.
“As acusações são muito graves e eu estou esperando o desfecho das investigações, mas caso fique comprovada a culpa, acho que esta pessoa deferia ser banida da sociedade, expulsa do Flamengo. Felizmente, tenho certeza de que a Patrícia Amorim, mãe de quatro crianças, jamais acobertaria uma pessoa assim dentro do clube”, disse Liliam Sá.
A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, confirmou ter ouvido a denúncia, mas diz que espera um posicionamento da Justiça antes de tomar qualquer atitude.
“Não posso fazer nada, pelo menos por enquanto. Não vou julgar uma pessoa sem provas. Isso não é minha responsabilidade”, explicou Patrícia.
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